Quem lida com a gestão de estoques certamente já ouviu falar da Classificação ABC. Classificar estoques consiste em categorizá-los para a priorização dos esforços de gerenciamento dos itens em estoque. De fato, dependendo da diversidade de itens trabalhados pela organização, dar atenção a todos é praticamente uma tarefa impossível. E o que poucos que trabalham com estoques sabem é que existe diversas formas de classificá-los com essa intenção, como pode ser visto abaixo:Classificação ABC: sem dúvida a mais popular de todas, utiliza o critério de valores consumidos. Consiste em multiplicar o consumo médio do item pelo seu custo de reposição. A partir do ranking destes itens, estratifica-se três categorias de itens por meio de cortes previamente definidos em termos da percentagem acumulada. Assim, por essa classificação, os itens Classe A são prioritários; os Classe B, intermediários; e os Classe C, secundários.
Classificação XYZ: utiliza o critério de criticidade, ou seja, o impacto resultante da falta do item. Para isso, é necessário um trabalhoso julgamento técnico para classificar os estoques segundo essa ótica. Desta forma, os itens Classe X são os ordinários; os Classe Y, os críticos; e os Classe Z, os vitais.
Classificação 123: leva em conta a dificuldade de aquisição do item. Sua operacionalização requer elaborado julgamento dos profissionais envolvidos com o reabastecimento. Assim, os itens Classe 1 são os de obtenção complexa; os Classe 2, difícil; e os Classe 3, fácil.
Classificação PQR: considera o critério de popularidade, ou seja, a freqüência de transações de saídas de determinado item. Para isso, deve-se contar o número de transações dos itens, independentemente da quantidade envolvida em cada transação. Deste modo, os itens Classe P são os que apresentam elevada freqüência de movimentação; os Classe Q, média; e os Classe R, baixa popularidade.
Logicamente que a organização pode se utilizar de muitas outras formas de classificações, dependendo de suas necessidades de gerenciar melhor o estoque. Critérios como volume ocupado, peso, valor imobilizado, natureza química, classe de risco e importância estratégia são alguns outros exemplos que podem ser utilizados.
Para saber mais:
GASNIER, Daniel Georges. A dinâmica dos esotques: guia prático para o planejamento, gestão de materiais e logística. São Paulo: IMAM, 2002.


Um comentário:
Obrigada, pela explicação.
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